sábado, 22 de janeiro de 2011

Carmen Miranda - Parte II (1925/1928)

...numa noite de setembro de 1895, José Agostinho Pereira da Cunha perguntou a Nestor de Barros, Mário Spínola e Augusto da Silveira Lopes o que achavam em de se fundar um clube de remo. Eles concordaram com a idéia, a notícia correu logo pelo Largo do Machado e as adesões surgiram na primeira noite.

Fonte: http://www.logado.info/ (Conheça a história do Clube de Regatas do Flamengo)

Assim nasceu o Clube de Regatas Flamengo. Seu fundador foi José Agostinho Pereira Cunha. E seu filho, Mário Cunha, foi o primeiro namorado de Carmen Miranda.

A família de Carmen logo se acostumou ao rapaz. Mario, irmão de Carmen, e então com 14 anos, conseguiu um bom emprego de vendedor, numa loja de portugueses, com influência do Mário namorado. E também começou a se interessar pelo remo, não no Flamengo, mas no Vasco. Abaixo, uma foto de Carmen, dedicada a Mário. Ela usava muitos diminutivos ("maridinho", "queridinho", "marinho") e terminava com vários "sim" ("sim? Sim?").



Mas, nem tudo eram flores, na família Miranda da Cunha. Na mesma época em que Carmen começou a namorar, Olinda teve uma desilusão amorosa e, coincidentemente ou não, contraiu tuberculose, a "doença romântica". Assim, em 1926, ela foi mandada para Portugal, a fim de se tratar. Tinha 18 anos...

Em 1926 (e ainda hoje), muitas jovens queriam ser atrizes de cinema. Então, qualquer forma de atingir essa meta, era uma festa. Para Carmen, então com 17 anos, não era diferente. Assim, quando teve uma foto sua publicada sob o título "Quem será a rainha do cinema nacional?", ela ficou muito feliz, apesar de nem ter seu nome publicado. Abaixo de sua foto, a frase: "Uma extra de nossa filmagem...E depois disso haverá ainda quem duvide se podemos ou não ter estrelas?"



Em 1927, houve um concurso, e o prêmio seria um contrato em Hollywood. Carmen se inscreveu, mas foi desclassificada logo no início. Os vencedores foram a carioca Lia Torá (Horacia Correa d'Avila) e o paulistano Olympio Guilherme, que embarcaram para Hollywood em agosto daquele ano. Para Carmen, aquele parecia o fim...Abaixo, Lia Torá e, no detalhe, Olympio Guilherme, dosi brasileiros que foram para Hollywood, mas pouco brilharam...



E, se o cinema parecia distante para Carmen, quem dirá a música: havia, em 1927, duas rádios (Rádio Sociedade e Rádio Clube do Brasil), que tocavam músicas de discos emprestados ou algum recital de piano, de vez em quando. E a Odeon, praticamente a única indústria fonográfica da época, tinha meia dúzia de cantores, e nenhuma mulher.

Mal sabia ela que isso logo mudaria: com o advento do som, o cinema e também a música entravam numa nova era, onde seriam necessárias novas vozes, e muitas, tanto de homens como de mulheres.

Em 1928, o baiano Anibal Duarte de Oliveira, pediu a seu conterrâneo, Josué de Barros, ouvisse Carmen cantar. Em janeiro de 1929, eles estariam promovendo um show beneficente no Instituto Nacional de Música. A renda seria para a Policlínica de Botafogo. E Anibal acreditava que Carmen poderia fazer sucesso. Ela cantou os tangos Garufa (Juan Antonio Colazzo, Roberto Fontaina e Victor Soliño), Mama, Yo Quiero Un Novio (Ramon Colazzo e Roberto Fontaina), Chora Violão (do próprio Josué) e Jura, de Sinhô. Abaixo, clipe da música Garufa:

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