quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Briga Musical Entre Dalva e Herivelto

Como todos sabem (ou devem saber), a cantora Dalva de Oliveira (1917/1972) foi casada com o cantor e compositor Herivelto Martins (1912/1992). Os dois viveram juntos durante anos, e somente se casaram em 1939, quando seu filho Peri Ribeiro (1937/2012) já tinha dois anos.


O problema é que Herivelto Martins era um mulherengo incorrigível, e Dalva aguentou enquanto pôde. Mas o casamento chegou ao fim quando ele conheceu a aeromoça Lurdes Torelly (abaixo).


O casal separou-se, mas não foi uma separação amigável, e ambos fizeram músicas "provocando" o outro. No livro Minhas Duas Estrelas, o filho do casal, Peri Ribeiro, conta como foi a briga de seus pais:


CAPÍTULO 17: Destruímos hoje o que podia ser depois *


O livro relata a "briga musical" protagonizada por Herivelto e Dalva
O livro relata a "briga musical" protagonizada por Herivelto e Dalva
Embora tenha sido meu pai quem decidiu se separar de minha mãe e mesmo já estando há alguns anos envolvido com outra mulher, isso não significou realmente o fim de um capítulo, como se poderia esperar. Ao contrário, foi o início de muitos outros capítulos. Meu pai não estava preparado para enfrentar a realidade de que minha mãe poderia sobreviver sem ele. Ela era sua "cria". O sentimento de posse, pessoal e artística, desenvolvido por ele em relação a ela era muito grande. Afinal, eles aconteceram juntos. Cresceram juntos naqueles catorze anos.
Para usar uma expressão muito em voga hoje, a formatação da vida de Dalva e Herivelto foi feita a dois. Não dá para falar de um sem o outro. Imagino que meu pai, apesar dos conflitos, sentia isso de uma maneira muito forte. Se sentimentalmente ele já estava substituindo-a por Lurdes, artisticamente a perda era irremediável para ele. Não se encontra mais de uma Dalva de Oliveira pela vida.
Penso que ele torcia para que se tornasse verdade o que tantas vezes dissera à minha mãe, para amedrontá-la, quando brigavam:

"Você não é nada sem mim. Eu inventei você. Não se esqueça disso, Dalva!".

Mas, apesar de toda a insegurança calcada por ele, ela tinha de enfrentar a sua estrada sozinha. E lançou, no começo de 1950, Tudo Acabado, de J. Piedade e Oswaldo Martins:

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Tudo acabado entre nós

Já não há mais nada

Tudo acabado entre nós

Hoje de madrugada

Você partiu e eu fiquei

Você chorou e eu chorei

Se você volta outra vez

Eu não sei

Nosso apartamento agora
Vive à meia-luz
Nosso apartamento agora
Já não me seduz
Todo o egoísmo
Veio de nós dois
Destruímos hoje
O que podia ser depois

A letra da música caía como uma luva sobre a recente separação deles. O público, identificando o momento vivido por Dalva, fez da canção o primeiro grande sucesso de minha mãe sem meu pai. E parecia, aos fãs de minha mãe, uma resposta à música Cabelos Brancos (1949), de meu pai e Marino Pinto, lançada antes:


 Apesar de ter sido composta muitos anos antes da separação, com o passar do tempo, por causa de sua letra, o público foi incorporando-a na briga musical.
Devido à grande aceitação do público, a gravadora Odeon lançou outro disco com Dalva, poucos meses depois, no qual minha mãe cantava de um amigo deles e ex-parceiro de meu pai, Marino Pinto, em parceria com Mário Rossi, o bolero Que Será:


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Que será

Da minha vida sem o teu amor

Da minha boca sem os beijos teus

Da minha alma sem o teu calor

Que será

Da luz difusa do abajur lilás

Se nunca mais vier a iluminar

Outras noites iguais
Procurar
Uma nova ilusão não sei
Outro lar
Não quero ter além daquele que sonhei
Meu amor
Ninguém seria mais feliz que eu
Se tu voltasses a gostar de mim
Se teu carinho se juntasse ao meu
Eu errei
Mas se ouvires me darás razão
Foi o ciúme que se debruçou
Sobre o meu coração


Outro sucesso estrondoso! Meu pai não soube enfrentar esse sucesso que minha mãe alcançava sem ele e apelou. Foi aí então que estourou a grande guerra musical, quando meu pai escreveu em parceria com David Nasser a música Caminho Certo:


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Eu deixei o meu caminho certo

E a culpada foi ela

Transformava o lar na minha ausência

Em qualquer coisa

Abaixo da decência

Compreendi que estava tudo errado

E, amargurado, parti perdoando o pecado

Mas deixei o meu caminho certo
E a culpada foi ela
Sei agora que os amigos que outrora
Sentavam à minha mesa
Serviam sem eu saber
O amor por sobremesa
Acreditem, é muito fácil julgar
A infelicidade alheia
Quando a casa não é nossa
E é outro que paga a ceia


Este samba infeliz foi o estopim para que compositores do porte de Ataulfo Alves, Marino Pinto, Oswaldo Martins, Paulo Soledade, Humberto Teixeira, Nelson Cavaquinho, Alvarenga e Ranchinho, Lourival Faissal, Guaraná etc. tomassem as dores de minha mãe e compusessem desesperadamente para dar a Dalva, com suas canções, uma resposta a Herivelto.
No mesmo ano, 1950, minha mãe gravou, de Ataulfo Alves, a música Errei, Sim:

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Errei, sim

Manchei o teu nome

Mas foste tu mesmo o culpado

Deixavas-me em casa

Me trocando pela orgia

Faltando sempre com a tua companhia

Lembro-te agora

Que não é só casa e comida
Que prende por toda a vida
O coração de uma mulher
As joias que me dava
Não tinham nenhum valor
Se o mais caro me negavas
Que era todo o seu amor
Mas se existe ainda
Quem queira me condenar
Que venha logo
A primeira pedra me atirar


Foi tanto o sucesso de Errei, Sim que meu pai passou a odiar Ataulfo e por pouco não chegaram às vias de fato. Aliás, iria ser engraçado, Herivelto, baixinho, e Ataulfo, com aquela altura toda Conta-se que Ataulfo já havia composto Errei, Sim alguns anos antes e, quando mostrou à minha mãe, ela imediatamente se identificou com a música e quis gravá-la. A amizade desses compositores com meu pai ficou muito abalada. Ele se sentia traído por eles. Para Marino Pinto, inclusive, fez, em parceria com Benedito Lacerda, Falso Amigo:

Me trocaste por dinheiro

Eu que te considerava meu amigo verdadeiro

Aproveita

Gasta bem o que ganhaste

Eu não quero ter notícia

Que como Judas te portaste

Teus sambas são verdadeiras infâmias

Crivados só de calúnias
Contra o amigo leal
O vinho que bebeste à minha mesa
Fez revelar a beleza
Sem um disfarce sequer
Pantera de unhas encurvadas
Amigo das madrugadas
Um vagabundo qualquer


Sei que foi Marino quem lhe causou mais mágoa, pois eles eram realmente muito unidos. E, por isso mesmo, acho que acabou sendo perdoado, anos mais tarde, e ele e meu pai até voltaram a ser parceiros nos anos 60.
É importante ressaltar que toda essa polêmica musical só aconteceu devido às características do mercado musical da época. Como os discos eram de 78 rotações (aquelas bolachas pretonas), com apenas duas músicas, era costume os cantores de sucesso lançarem dois discos por ano: um no Carnaval e outro no segundo semestre.
No caso de minha mãe, a gravadora, detectando o potencial de mercado que a polêmica musical causava, passou a botar lenha na fogueira, lançando até três discos de Dalva por ano nessa época. Em contrapartida, meu pai lançava outros três discos, assim tínhamos por volta de seis lançamentos deles ao ano, o que mostra que a cada dois meses havia uma música nova para o público adotar e abastecer o clima de guerra entre eles.
O conflito musical continuava. Meu pai revidou a música de Ataulfo com o samba Teu Exemplo:

Há muita gente

Que encontra estrelas

Na própria lama

E junta um buquê de flores

Do mal que soube causar

Há muita gente

Que a glória arranca

Do próprio drama
E da tragédia da vida
Motivos para viver
E quando erra proclama
E quando peca sorri
Há muita estrela na lama
Mas eu me refiro a ti
Porém tudo que fizeste
Não te fez minha inimiga
Mas a outras mulheres eu digo
Que o teu exemplo não siga


Marino Pinto e Paulo Soledade, no começo de 1951, deram a Dalva uma resposta forte, Calúnia:

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Quiseste ofuscar minha fama

E até jogar-me na lama

Só porque eu vivo a brilhar

Sim, mostraste ser invejoso

Viraste até mentiroso

Só para caluniar

Deixa a calúnia de lado

Que ela a mim não afeta
Deixa a calúnia de lado
Se de fato és poeta
Se me ofendes
Tu serás o ofendido
Pois quem com ferro fere
Com ferro será ferido


Nesse mesmo ano, Herivelto, em parceria com Benedito Lacerda, lança Consulta o Teu Travesseiro:

Consulta o teu travesseiro

E me diz se é possível

Entre nós uma reconciliação


E, também em parceria com Benedito, Não Tem Mais Jeito:

Não tem mais jeito

Mulher quando perde

A vergonha e o respeito

Não tem mais jeito


Para enfrentar mais esses ataques, minha mãe ganha de Nelson Cavaquinho e Oswaldo Martins o samba Palhaço, uma sutil ironia à antiga profissão de meu pai:

Sei que é doloroso um palhaço

Se afastar do palco por alguém

Volta que a plateia te reclama

Sei que choras, palhaço,

Por alguém que não te ama

Enxuga os olhos e me dá um abraço

Não te esqueças que és um palhaço

Faça a plateia gargalhar
Um palhaço não deve chorar


Recém-chegada de Londres, Dalva lança, do disco gravado com o maestro Roberto Ingles, outra música de Ataulfo Alves, Fim de Comédia:


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Esse amor quase tragédia

Que me fez um grande mal

Felizmente essa comédia

Vai chegando ao seu final

Já paguei todos os pecados meus

O meu pranto já caiu demais

Só lhe peço pelo amor de Deus

Deixa-me viver em paz
Não quero me fazer de inocente
Porém não sou tão má
Como disseram por aí
Eu quero o meu sossego tão somente
Cada um trate de si


Foi um tremendo sucesso. E, para encerrar o ano de 1951, minha mãe grava, de Luís Bittencourt e Marlene, A Grande Verdade:

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Vai

Não te posso prender

Não te posso obrigar

A mentir se não queres ficar

Não convém insistir

Não convém iludir

Pra mais tarde sofrer

Não me tens amizade
Esta é a grande verdade
Por isso não vejo razão
Para a nossa união, meu amor
Sonho quimera ilusão
Tudo vai terminar
Quando um dia o remorso chegar
E da felicidade existir a saudade
No teu coração
Verás então ao teu lado
Meu vulto meio apagado
Revivendo um amor desesperado


Meu pai ataca outra vez, agora em parceria com Raul Sampaio, que entrara para o Trio de Ouro, com a música Perdoar:

Perdoar

Eu não perdoo, não

Eu estou cada vez mais convencido

De que aquela mulher

Ai, ai, meu Deus

É um caso perdido

Vem arrependida implorar perdão

Falta, erra e por fim
Ainda confessa, errei, sim


Já no começo de 1952, depois do Carnaval, Dalva lança de Armando Cavalcanti e Klecius Caldas, que anos depois se tornaria parceiro de Herivelto, Poeira do Chão:

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O que te dei em carinho

Tu devolveste em traição

O que era um claro caminho

Tornaste desolação

Hoje tu voltas chorando

Para implorar o meu perdão

O meu perdão nada custa

Falando a palavra justa
Há muito eu te perdoei
E por amar a verdade
Vendo tanta falsidade
No fundo eu te lastimei
Se é falso e vil o interesse
O amor bem cedo fenece
É flor que morre em botão
Não, não pode alcançar os astros
Quem leva a vida de rastros
Quem é poeira do chão


Do lado de minha mãe, eram muitos compositores trabalhando para enfrentar meu pai. Mas, aos poucos, a polêmica musical foi esfriando e os ataques foram se espaçando, dando lugar a sucessos como Kalu e Ai, Ioiô, na voz de Dalva, e, no repertório de meu pai, aos tangos como Carlos Gardel e Hoje Quem Paga Sou Eu, gravados por Nelson Gonçalves.

Todos esses ataques musicais de meu pai a minha mãe foram criando uma grande animosidade em torno dele. O povo realmente considerava minha mãe uma pessoa desprotegida e vítima dele. Para botar mais pimenta ainda nesse caldo, não satisfeito com o bate-boca musical (minha mãe fazia muito mais sucesso com as músicas do que ele), Herivelto aceita a infeliz sugestão do jornalista David Nasser para usar um espaço no Diário da Noite para se "defender" de Dalva, dando sua versão da vida a dois com ela.

Junto com David Nasser, meu pai começa a publicar no início de 1951 uma série de artigos diários (foram 22 capítulos ditados por ele e escritos por David) durante cinco semanas. Ele não poupou palavras nem desrespeito por aquela que foi sua companheira, mãe de seus dois filhos, e lhe deu suporte profissional durante mais de catorze anos.

Nas páginas verdes do Diário da Noite lia-se grande e destacada manchete:

HERIVELTO NARRA SUA DESDITA CONJUGAL

O país inteiro lendo aquelas coisas, as revistas especializadas tomando partido, ora do meu pai, ora da minha mãe. Era uma nojeira, sem classificação, vergonha para David Nasser e vergonha para um talento como Herivelto Martins. Uma frase de que me lembro muito bem e que me marcou profundamente, escrita por David Nasser num dos capítulos escabrosos a que tive acesso, foi:

Em que pese o enorme talento da cantora, há de se ressaltar a sua vida particular do mais baixo nível.

Esse texto teve uma repercussão espetacular e contribuiu muito para o ódio das pessoas. As revistas da chamada imprensa marrom se deliciavam, enquanto Herivelto e David ofereciam subsídios para que mais e mais se pusesse lenha na fogueira.
Havia uma revista chamada Escândalo, de propriedade de um crápula, Fred Daltro, que publicou uma capa conosco (minha mãe rodeada por mim e Bily). A manchete era:

DALVA DE OLIVEIRA, INDIGNA DE SER MÃE!

Como resultado de tudo isso, a carreira do Trio de Ouro não manteve o mesmo respeito por parte do público. Na segunda versão do grupo, Nilo havia sido substituído por Raul Sampaio, compositor de muitas canções lindas, como Meu Pequeno Cachoeiro; e minha mãe, por Noemi Cavalcanti. Surgiu um grande descrédito, que levou ao declínio do Trio. Só havia aplausos nos lugares em que as pessoas ainda acreditavam em meu pai. Enquanto isso, Dalva foi conquistando a simpatia e carinho do grande público e o sucesso que veio a seguir pode ser chamado de estrondoso. Era, sem dúvida, uma mulher desrespeitada pelo marido, ultrajada em narrativas trabalhadas a quatro mãos.

Foi Nelson Gonçalves quem me contou como aconteceu a aproximação de meu pai com David Nasser. Chico Alves, grande amigo de Herivelto, era parente do jornalista David Nasser, que tinha um enorme prestígio na área jornalística e grande influência junto aos formadores de opinião da época. Mas era também um homem ansioso por participar do mundo da música. Seu sonho era competir com Nelson Rodrigues. Enquanto David fazia um jornalismo mais voltado para a política, Nelson escrevia sobre o cotidiano, falava para o povo. A época permitia esse tipo de competição sadia, que a solidão de hoje matou.

Assim, ao se aproximarem pelas mãos de Chico Alves, cada um resolveu à sua maneira a carência do momento. David atingiu, por meio da música e do talento do parceiro Herivelto, o desejo de falar para o povo e não somente para a elite. Por sua vez, meu pai encontrou, no apoio de David, a chance de destilar toda a dor de cotovelo com o sucesso de Dalva. Arrasado pela perda do apogeu artístico vivido ao lado de minha mãe, teve as portas do Diário da Noite abertas para dar sua versão. Mais tarde, ao amargar as consequências desse gesto tresloucado, encontrou no mesmo David o prestígio necessário para se reerguer perante a opinião pública com suas inspiradas parcerias.

Uma vez, fui com meu pai visitar David Nasser no Cosme Velho. Era uma casa bonita, com uma fachada de pedra, imponente, parecendo um castelo. Ao entrarmos, levei um susto - não tinha móveis. Ele nos deu uns caixotes de cerveja para sentarmos. Havia vendido tudo o que tinha para comprar essa casa.
Com o passar do tempo (uns cinco anos depois dos capítulos no jornal), tive o prazer de vê-lo na Rádio Tupi, pedindo para falar com minha mãe. Em princípio, ela relutou um pouco, mas depois cedeu. E ouviu espantada um pedido de desculpas de David Nasser, extremamente comovedor. Foi triste ver aquele jornalista, tão importante e tão festejado, humilhado e arrependido de ter servido com seu talento a tanta imundície colocada no papel.

Mais tarde, descobrimos o que mais motivou esse pedido de desculpas, além do arrependimento: a exigência de outro jornalista, que via a profissão se degradar com a atitude de David. Esse jornalista era Ibraim Sued. Chocado com o que se lia no Diário da Noite, exigiu que David parasse com tudo aquilo.
Outro que se arrependeu muito, graças à atitude dos fãs de minha mãe, foi Fred Daltro, da revista Escândalo. Depois da reportagem absurda sobre a condição de Dalva como nossa mãe, foi levado por um grupo de fãs para a Barra da Tijuca (em 1951 era ainda um bairro em formação), apanhou muito e foi enterrado na areia, ficando somente com a cabeça de fora. Não morreu apenas por sorte e para minha mãe saborear um pedido de desculpas, logo depois.

De minha parte, posso garantir que o mal feito a nós foi enorme, e não responsabilizo apenas David, mas meu pai também, pela atitude impensada, desatinada. Meu irmão Bily, no entanto, com a humilhação sofrida nas páginas do Diário da Noite, passou a nutrir por David Nasser um ódio mortal, que o acompanhou por anos.
Quando Bily trabalhava na TV Rio, uma tarde teve a surpresa de saber que David iria ser entrevistado num programa da emissora. Preparou-se psicologicamente, então, para tomar uma atitude qualquer ao estar diante de David. Dizer algo, xingá-lo, bater nele - em sua fantasia imaginava qualquer coisa que o aliviasse por tanto mal causado.

Mas eis que de repente aparecia um David Nasser todo torto, doente, meio entrevado. Pedindo, por favor, a quem estivesse por perto, que buscasse uma cadeira, pois não se aguentava em pé. Naquele momento, Bily lhe ofereceu uma cadeira. E David jamais soube de quem havia recebido ajuda. Mas meu irmão se sentiu aliviado: não havia necessidade de fazer nada para punir aquele homem. A vida havia se encarregado de castigá-lo.


(Essa briga bem poderia ter terminado com a música Bandeira Branca, de 1970, obra de Max Nunes e Laércio Alves - abaixo):


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Bandeira Branca, Amor
Não Posso Mais
Pela Saudade
Que Me Invade
Eu Peço Paz
Saudade Mal De Amor, De Amor
Saudade Dor Que Dói Demais
Vem Meu Amor
Bandeira Branca
Eu Peço Paz

2 comentários:

Papoula Girl disse...

Um grande amor, uma grande cantora, uma mulher obcecada por um homem. Um grande compositor, um grande mulherengo, machista, um grande despeitado pelo sucesso da mulher que ele julgava ser sua propriedade. Uma época, uma história triste e bonita pelos frutos advindo, belíssimas letras e melodias. Eu era criança e lembro da voz que eu achava a mais linda que já tinha escutado. E ainda penso assim. Dalva de Oliveira.

Cristiano Estevam disse...

tenho 39 anos e cresci ouvindo a mamãe (já falecida) cantando as musicas de Dalva de Oliveira, Lembro muito dela cantando arrumando a casa, Pensando em ti, de Herivelto e Errei Sim, da Dalva, hoje sou fã destas canções... Não existem musicas mais lindas,e que história e que canções lindas saíram destas brigas de amor...Hoje estamos tão pobres de musica...A minissérie da Dalva foi linda...
♪♩Nos cigarros que eu fumo
Te vejo nas espirais
Nos livros que eu tento ler
Em cada frase tu estás
Nas orações que eu faço
Eu encontro os olhos teus
Me deixa ao menos, por favor, pensar em Deus♪♩❤

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